[CUTSCENE] The case of Paekho

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[CUTSCENE] The case of Paekho

Mensagem por Boss em Ter 27 Mar 2018 - 22:52

Yang Han Seo
Na entrada de Março de 2016, Yang Han Seo, CEO da Cherry Blossom Entertainment, morre aos 85 anos vítima de suicídio. A família jamais se pronunciou sobre o futuro da empresa em que outrora o próprio empresário ainda teve zelo em mantê-la em sigilo. Ainda na metade do ano, sua filha primogênita assumiu os negócios não comparecendo para o público na posse. As primeiras finanças mensais com a sua entrada diminuíram, mas a contratação de novos aspirantes a ídolos sempre se manteve aquecida. Após dois meses de gerência, todos passaram a se perguntar em como isso era possível com o gabinete vazio.

Um dos funcionários inclusive, fez uma queixa especial através de um áudio numa rede social expressando sua indignação sobre o suposto abandono na empresa.

Uma ligação então na manhã no final de Março notifica um movimento maior nos corredores da empresa: Após o solene festival em memória dos dois anos de falecimento do senhor Yang, um promotor de justiça mais uma pequena horda se amontoa na sala de reunião aparentemente interessada em concluir um processo engavetado há anos. Os nomes que foram chamados primeiro, eram famosos por lá ao possuírem um histórico tão perturbado.

As quatro artistas deveriam estar presentes mais uma vez, o 4tw escureceria a atmosfera novamente caso a conversa fosse levada para rumos inesperados. Uma a uma, adentrando nas salas com as pessoas que se responsabilizavam, tinham encontro com os olhos se cruzando, aguardando o início da apuração. O senhor de cabelos grisalhos com duas entradas na cabeça, estudava um Disco Rígido entre as mãos abaixo do ar-condicionado. Outros mais jovens e uma moça, organizavam às papeladas os dispondo sob as mesas enquanto o restante escoltava uma pequena leva de trainees para o espaço. Os copos de plástico derretiam grande quantidade de água demonstrando que o mormaço atingia até mesmo aquela estrutura fresca do cômodo.

O mais novo dos homens de corte reto e olhos esbugalhados tossiu dando sinal para que mais pessoas comparecessem para o depoimento. As grades de treino se encerraram metade do turno matinal para coletas de informações. Aparentemente, o caso famoso da denúncia de três ex-membros da Cherry Blossom foi fortalecido através de uma segunda peça a qual, tinham em discussão assuntos que negligenciavam seus contratados. Uma pessoa anonimamente enviou na semana anterior, um vídeo que fez a Promotoria Central de Seul e Gangnam trabalharem em conjunto para investigarem o passado deste empreendedor.

Eles gostariam de escutar algumas respostas. Afinal, o que está acontecendo na tão memoriada CB?

Para começar, todos se sentaram numa mesa oval dispondo de ficar de frente com outros membros do corpo empresarial. O início estaria nos depoimentos, a confirmação dessa denúncia jamais esteve esclarecida entre três das quatro irmãs da agência.

DIA NUBLADO / SALA DO CEO / MANHÃ


Scene



Perguntas que relevam ao tratamento da empresa e o sentimento dos trainees contra o descaso de debuts atrasados e os problemas que estavam enfrentando dentro do local. Acima de tudo, os promotores indagarão se não há indícios sobre o comportamento de Yang Han Seo e a forma de contratação utilizada, além de detalhes sobre as rotinas dos aspirantes e apoio por parte da instituição.

RED, Sooyoung e Jeonmin  estão com a papelada da entrada do processo assim como Eunah está apenas presente pelo chamado. Jovens e adolescentes estão de pé e sentados enquanto o promotor chefe está a frente da mesa do CEO interrogando um por um, gravando as conversas com um gravador alojado na mão.  
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Re: [CUTSCENE] The case of Paekho

Mensagem por Han Kyung-Soon em Qua 28 Mar 2018 - 13:42

I’m doin’ good


O dia refletia meu humor, de ter de retornar para o local que não queria voltar tão cedo, pois a revolta que sentia era real, além da dor e das noites pessimamente semi-dormidas, pois tive tantos pesadelos de memórias que não queria lembrar, mas ali estava eu, toda de preto, cabelo preso, boné preto, máscara que cobria praticamente todo meu rosto menos os olhos, além do par de óculos espelhados vermelhos, estava de péssimo humor com aqueles papeis, provas e tudo que acumulei com o tempo comigo, parece que o sol estava vermelho por detrás das nuvens.

Olho as demais, dando um comprimento com a cabeça, adentrando com um dos investigadores na sala, me sentando, retirando a máscara, com a perna agitando de ansiedade, ouvindo a pergunta dele que era um comprimento mas reparando minha agitação abrupta naquele cômodo, nada havia mudado.

-Você acha que eu estaria bem sendo exposta a um ambiente que só fucked up my mind? Lógico que estou ansiosa, odeio este lugar, esta sala foi uma péssima e boa escolha, ao menos as lembranças estão quase vívidas.

Retiro os óculos, mostrando os olhos meio avermelhados de uma noite mal dormida, colocando ao lado da máscara, em silêncio enquanto ouvia a fala dele, mas apenas olhei para ele ao descobrir que o desgraçado estava morto, ficando claramente surpresa, o que até ele ficou, digo levemente irritada e com desapontamento.

-Pelo visto o maldito fugiu da justiça, ha.. hahaha, quem diria que morreria mesmo como um covarde que sempre foi.

O investigador tinha uma aparência estranha mas logo olha o que havia levado, me olhando sério, me pedindo para iniciar a contar, enquanto parte da equipe levava parte do material para ser analisado. Respiro fundo o olhando, tentando manter o máximo de calma, mas minha voz saia fria e sem um pingo de vida.

-Na idade coreana eu tinha doze anos, eu era treine já a um ano na empresa, treinava com as meninas exaustivamente, por volta de doze horas diárias, naquela época era num local abafado mais para o subsolo, não dormia muito pois tinha que conciliar com meus estudos na época...

Dou uma pausa, bebendo água, respirando fundo três vezes e voltando a relatar, o olhando profundamente nos olhos, sem piscar.

-No dia 14 de janeiro daquele ano ele me chamou a esta sala, me sentei exatamente onde estou, ele onde o senhor está, me lembro de todos os detalhes e palavras que ele usou: "Kyung-soon, se quer debutar mesmo, tem que se esforçar mais, se não suas amigas terão de pagar um preço por sua demora em amadurecer, não que seja ruim, você já é a mais bela delas..." eu não sabia o que ele estava realmente falando, achei que me daria hormônios para amadurecer mais rápido ou algo do gênero, porém apenas fui capaz de agradecer o elogio com a cabeça, ele se levantou, indo até mim, sem pressa, pois ele sabia que ele tinha o poder ali. Segurou meu rosto com sua mão e disse sorrindo enquanto acariciava minha perna, se aproximando.

Me aproximo do investigador pondo as mãos nas minhas pernas segurando firme o tecido da calça, enquanto ficava rubra de raiva, porém as palavras ainda saíam com controle, mostrando lucidez.

-"Sabe que se me impedir, elas pagaram o preço, quer que suas amigas não debutem? Nem você?" logo respondi com a voz trêmula e com puro medo, sentindo o toque dele se aproximar da minha vulva "Eu quero debutar com elas, mas isto nã.." ele me interrompe, pois para ele eu havia dado o consentimento para ser estuprada por duas horas, em silêncio, enquanto qualquer vestígio de pureza era retirado de mim, dia após dia, ele me abusou sempre que terminava os treinos, ele dizia que se eu parasse de abrir as pernas, ele usaria uma das meninas, eu não queria que elas vivessem aquilo, ele usava camisinhas na época, pois segundo ele nunca seria descoberto, que aquele segredo morreria com nós dois.

Pego o copo e bebo toda a água, pedindo por mais, logo virando o conteúdo todo, cruzo minhas mãos as olhando, enquanto falava, mexendo a perna ainda mais ansiosa, pois a ferida estava jorrando sangue naquele momento de tão exposta.

-Depois de dois anos de treinos abusivos com violência corporal, sem pausas, perdi muito da minha aura ideal de Maknae, meu corpo se desenvolveu absurdamente rápido, pois nossa alimentação era controlada pela empresa, tinham dias que eram no mínimo três abusos, me retirando de treinos, mas num dia ele nos reuniu, achei que iria fazer o mesmo com as garotas, mas apenas anunciava nosso debut, ela estavam felizes, eu chorei enquanto as abraçava, achando que o inferno havia acabado, mas vi o sorriso dele, não havia.

Ele me pede para tomar mais água, o faço vendo ele me esperando paciente para prosseguir, dou uma leve pausa, limpando as lágrimas que não havia percebido escorrerem.

-Durante o pré-debut desenvolvi problemas de controle de raiva, ansiedade e pânico, porém após o debut fiquei depressiva e me sentindo inútil, as garotas acabavam sempre presenciando minhas explosões de raiva, na escola haviam me pedido para ser tutorada particularmente pois não eram mais capazes de acobertarem e tolerarem meu comportamento, ele começou a me bater durante os "encontros" dizendo que estava dando trabalho de mais a ele, os anos foram passando, por quatro anos vivia terror psicológico muda e apenas obedecendo, pois as meninas já sofriam demais nos treinos, lembro de desmaiar muitas vezes de fome, de estresse, de cansaço, o mesmo com as demais, Miri foi a que mais sentia dores, porém naquela época ele assistia todas as gravações dos treinos, eu sabia que ela não podia parar, ele estava de olho em todas, como se fosse a boneca sexual dele que mantinha o inferno para as outras e para mim...

Escuto ele me pedindo para me acalmar, me entregando um lenço, limpo as lágrimas e olhando pelo vidro da janela digo mortificada.

-Ali, bem ali foi quando pedi para fazer uma música solo, ele disse que me daria, que as outras queriam, mas ele queria que eu fosse a primeira, para provar que eu só servia para ser um rosto, mais exatamente "Esqueça a minha idade, minhas conexões, tudo o que me rotula", foi a mesma coisa que disse no primeiro estupro, porém neste, que já tinha dezoito anos, ele não usou proteção, descobri que fiquei grávida, ele me fez abortar, o que apenas me enfureceu, pois abortar é algo muito doloroso, ninguém sabia, tudo era acobertado, ao menos não pus no mundo um monstro. Mas ele com aquilo criou RED, criou a causa do rompimento de contrato, pois havia conhecido um bom advogado, mesmo sem controle nenhum mental, meu falecido esposo me tirou daquele inferno, naquele momento eu só queria fugir, pois todas nós estávamos cientes do fim, ele não foi feliz, não é mesmo?

Agora já o encarava, me abraçando enquanto dizia numa voz séria, pois ele me perguntou por que não demonstrava medo ao lembrar disto.

-Escrevi uma música sobre o ocorrido, está para ser lançada, todos disseram que não era capaz, mas duas pessoas acreditaram cegamente em mim, meu agente e meu falecido esposo, Kanseul abriu as portas para criar meu legado. Mas sinto que agora estou pronta para de fato fazer minhas cores nele, decidi que não vou temer, o medo apenas criou anos de ameaças que param no ano da morte dele, mas achei que ele apenas havia fingido aquilo, que estivesse recomeçando sua vida em outro lugar, apenas estou pronta para expor tudo, não tenho medo nem da sombra dele, nem da filha dele, nem desta porcaria de empresa, nem de ninguém, decidi que serei forte e que só irei parar se me matarem, caso aconteça creio que terá de investigar bem, pois tenho muitos inimigos.

Ele pergunta se não temo por meus filhos digo rindo para ele, confiante e sem o peso do passado, pois os papei a frente dele estavam todos finalmente fazendo sentido em seus olhos.

-O que me deu força é evitar que eles vivam um mundo como o meu, para isto não posso me dar o luxo de ter medo, tenho de ser forte para protegê-los.

Ele me olha por um tempo, eu sabia que me fariam fazer mais tratamento, porém ele me libera, coloco a máscara, os óculos e o comprimento, saindo do local, me sentando do lado de fora como o instruído, me sentindo exausta, mas as pernas se mexiam nervosas, com alguns espasmos de angústia causados pelo rombo psicológico.


니 머리에 각인된 난 난
보잘 것 없었지 봐 봐
I’m doin’ good doin’ doin’ good
I’m doin’ good doin’ doin’ good


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Re: [CUTSCENE] The case of Paekho

Mensagem por Lee Eun Ah em Qua 28 Mar 2018 - 18:22

Depois de chegar na sala me sentei com a bolsa posta a meu lado, em minha mão trocava mensagens com a baba de Ye Rin - Aish... - resmunguei quando me chamaram. Eu sentia que aquele era o momento mais critico da minha vida, de repente aquele bau acorrentado com as memoras dolorosas do meu passado foram reabertos num único golpe que eu mesma desferi. Ao passar pela porta da sala do CEO uma sensação nostálgica e incomoda permeou minha pele fazendo-me respirar pesado... comecei a me questionar se estava fazendo o certo - Annyeonghaseyo. - disse seca e breve, queria apenas concluir logo essa 'conversa', dispenso formalidades - Por favor, eu prefiro pular a gentileza e cuidados de sua parte, se for possível. - fico seria com uma raiva crescente em meu peito - Olha, eu sei que você ta só fazendo o seu trabalho, mas sinceramente eu não fiz o que fiz pra ser consolada por ninguém. - afirmo com rispidez - Claro que fui eu, só quem sabe o que nós quatro passamos somos nós. - contorço a língua por dentro da boca mordendo o interior de minhas bochechas, a inquietação era resultado da sensação de reentrar naquela sala depois de tanto tempo longe dela - Tenho certeza que Kyung-soon foi bem clara com os depoimentos dela... Nós quatro passamos toda a nossa adolescência sendo abusadas física e mentalmente por aquele desgraçado que se achava gente... na época eu era um pouco mais velha que a Kyung-soon então consegui lidar melhor com os maus tratos, mas obviamente aquilo me deixou atordoada. - dei uma pausa ao sentir a memoria voltar, engoli seco e expirei ao ouvir o investigador me questionar - Como lidei melhor? Achei que o senhor fosse mais perspicaz... Obviamente depois de tanto tempo exigindo de nós nos treinos meus pais não ficaram quietos. Eu lembro ate hoje dos momentos em que Miri chorava com dores, as meninas desmaiavam muitas vezes por forme ou cansaço, eu mesma ja desmaiei, tinha manchas no corpo... - fui brevemente interrompida, a expressão em seu rosto me fez questionar o que ele pensava que eu queria dizer - As manchas no caso eram por causa dos tapas que ele me dava... Eu nunca falei isso para as meninas... - respirei fundo tentando controlar o ritmo da voz e meus nervos - Uma vez eu estava com cansaço, estava na escola ainda e eu não conseguia ir bem nos estudos, meus pais contrataram um professor particular... não foi la uma coisa tão difícil, consegui ir melhor na escola, mas meu corpo ja estava no limite, eu havia chegado no limite com as exigências deles, mas diferente das meninas eu ja estava nisso a mais tempo, eu queria fazer de tudo pela minha carreira. - respirei calmamente - Por favor, deixa eu terminar... Eu lembro que era verão e eu estava com anemia por causa das dietas que eu fazia, eles queriam que eu estivesse cada vez mais em forma e eu obediente fazia para não ter que sofrer mais com os tapas que o Yang Han Seo me dava sempre que eu me revoltava com meus 'chiliques de estrela' como ele dizia. Minha mãe não gostou, os rumores de que eu estava sendo forçada e mal tratada começaram a surgir quando eles viram quão magra eu estava e as olheiras das noites mal dormidas tambem não ajudaram... isso ja era depois do Debut. Minha mãe conversou com ele, na época eles ate que se entendiam e eu ficava quieta ja que minha mãe não me dava outra escolha, eles fizeram um acordo e Han Seo deixou que ela me desse vitaminas e me dispensou dos estudos por umas duas semanas pra me recuperar. - olhei o investigador que ouvia tudo pacientemente. Ele me questionou se as meninas tambem tiveram esse mesmo direito, mas eu nunca soube de fato se tinham, apenas dei a entender a ele que não tinha conhecimento disso. Nos momentos seguintes ele me perguntou sobre os abusos sexuais que havia mencionado quando fiz a denuncia novamente - Yang Han Seo achava que por que eu era jovem eu era cega. Eu sempre fui muito observadora, eu prestava a atenção nas meninas, me preocupava com elas, elas eram minhas amigas, então quando vi as mudanças estranhas na Kyung-soon eu comecei a estranhar. Diferente das outras ela ficou... louca. Tinha acessos de raiva e as visitas à sala do Yang Han Seo haviam piorado... eu desconfiava que ele abusava dela por que ela mudou muito bruscamente em todos os aspectos e a forma como os dois se tratavam era estranha, então eu comecei a temer por mim e pelas outras, nós nunca fomos bem tratadas e eu não me sentia bem com isso. Contei a minha mãe que ele tinha voltado a me bater... o que não era mentira, mas eu exagerei um pouco e consegui que ele conversasse com nós duas. - ele então me perguntou qual era o conteúdo da conversa. Respirei fundo, senti a lagrima querer rolar naquele momento, mas me controlei - E-eu não sabia como agir, eu estava estressada demais naquela época, não lembro bem o por que, mas eu sei cada detalhe daquele dia. Eu e minha mãe entramos nessa sala, minha mãe saiu do controle e começou a fazer exigências a ele, de alguma forma ela achava que conseguiria dobra-lo... eu me surpreendi quando vi que ela havia conseguido. Ela o subornou e conseguiu que ele assinasse um termo onde ele prometia nunca mais tocar em mim, nem abusar psicologicamente de mim e que minha alimentação não sairia do normal, em troca ela pagou uma boa quantia a ele e eu claro fui forçada a concordar fazer qualquer coisa que a empresa exigisse sob risco de multa dobrada. - limpei a lagrima que ameaçava cair - Eu não me orgulhava da atitude dela, mas eu sabia que era o melhor pra mim e pra minha carreira. Então minha mãe foi embora e eu fiquei na sala por que obviamente ele queria se despedir da sua contratada 'predileta'. Ele me deu um tapa no rosto por causa da forma com que minha mãe o tratou, mas principalmente pela ousadia que eu tive em fazer um show por causa do que ele me fazia, ele ficou muito furioso. Ele me ameaçou, disse que se eu voltasse a me rebelar ele não só me bateria, mas iria acabar com a minha carreira e me estuprar. Ele falou bem assim, as palavras cruas e ríspidas saíram direto da boca dele sem falhas. Como alguém pode agir assim? - suspirei cansada. Ele me questionou do por que de eu continuar na CB mesmo depois do fim do grupo... ate eu me questionava isso as vezes - Eu posso parecer um monstro, eu sei, mas eu prezava minha carreira e no fim das contas eu aprendi a fechar os olhos para tudo o que ele fazia, minha mãe me obrigou a isso. Ele sempre insistia em ameaça-la dizendo que acabaria com a minha carreira e me arruinaria, que iria tirar dinheiro da minha mãe e ela ficava tão nervosa, no fim das contas não sabia bem o por que de tanto medo,  o que ele tinha contra ela que o faria conseguir nosso dinheiro. Eu era jovem, fiquei calada. - fiz uma breve pausa - Então a Kyung-soon acabou com o grupo, eu sempre soube que não tinha mais futuro, ja tínhamos sofrido o pão do diabo nas mãos dele, mas eu nunca me conformei com a forma com que ela pôs fim no grupo e nossas desavenças tambem ajudaram, ela não era mais a Kyung-soon que eu costumava querer como irmã. O Yang Han Seo passou a me deixar mais em paz conforme eu crescia, mas ele sabia que eu podia me descontrolar e querer mudar de empresa depois de tudo, quando ele viu que a Kyung-soon fez isso... então ele fez um acordo comigo, melhoraria meus lucros se eu continuasse com a Cherry Blossom, eu teria um tratamento melhor em troca disso eu prometia não abandonar a empresa e faria o que ele quisesse... Eu aceitei é claro, era uma proposta muito boa. - ele ficou surpreso, entendia isso, mas eu fui sincera. Ele me questionou por que eu nunca denunciei os maus tratos dele mesmo no fim do grupo - Eu posso ter crescido, mas eu ainda tinha medo dele, ele era odioso, eu sabia o que ele fazia com as meninas, com a RED principalmente, ele nunca foi uma pessoa que prestava, eu não sabia o que ele era capaz de fazer... com o tanto que não me prejudicasse eu faria o que fosse. - o encarei no fundo dos olhos - Eu só mudei tudo isso quando ele morreu, foi meio que a minha carta de libertação dos joguetes e abusos dele. - conclui - Pra provar que tudo isso é verdade ai estão meus contratos com ele, fiz questão de guardar todos... inclusive as mensagens abusivas que ele mandava me ameaçando estão ai tambem. Posso não te-lo denunciado, mas quero que ele pague pelo que nos fez. Hoje eu sou mãe e só de pensar que isso poderia ter acontecido com a minha filha me sinto podre e com ódio. -  afirmo. Depois de tudo isso e de vários copos de água recusados, peguei minhas coisas e saio assim que ele me libera.... depois de falar uma serie de coisas que eu não dei a menor atenção.   


atriz e empresaria, irmã do sang woo, seok won e yerin ♡, cherry blossom
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Re: [CUTSCENE] The case of Paekho

Mensagem por Jeon Min Hee em Qui 29 Mar 2018 - 18:10

869 words
at mind palace
w/ @someone
tag, you're it

Não era fácil saber que eu teria que buscar todas as piores memórias de minha vida, e relatá-las em busca de uma justiça que nem chegará. Yang Han Seo está morto, e embora essa notícia me trouxesse alívio alguns anos atrás, a morte é muito pouco comparada a tudo que ele fez. Apenas nós quatro sabíamos de todas as histórias, detalhes que muitas vezes eu desejava ter esquecido. Entro em silêncio, acomodando-me em uma das cadeiras e tentando ao máximo manter minha sanidade.

Kyung-Soon é a primeira a se pronunciar, e ainda que eu tentasse me concentrar, encontrei-me perdida em lapsos das cenas ocorrendo em minha mente. As mãos frias deslizando sobre toda a superfície de minha pele, e todos os momentos onde senti que a morte fosse o mais perto da felicidade que eu chegaria, porque no fim, pelo menos eu deixaria de ser uma boneca sexual.

Consigo acompanhar parcialmente o que Eunah diz, e ainda que aquele não fosse o momento, pensei em como nossas condições financeiras influenciavam até nisso.  

-Embora eu tenha sofrido abusos por parte de Yang Han Seo, foi muito além disso. -Apenas pronunciar aquele nome me causava calafrios.-Sendo sincera, eu pensei muito antes de comparecer aqui hoje, existem memórias que não queremos buscar. Mas ainda acredito que algo assim não pode ser velado, e todos devem saber como ele realmente era, sem a imagem que criava.-Olho diretamente para o promotor, e naquele momento, já não havia mais para onde fugir. -Sabendo como sou, ele no início só me cumprimentava pelos corredores, de maneira que o fizesse parecer pelo menos um ser humano decente.  

-Assim como as outras, eu entrei na empresa muito jovem, mas o CEO sabia que eu não iria contra meus princípios morais e éticos, pelo menos não se ele não preparasse território para isso. -Suspirei fundo, enquanto agarrava o tecido de minha saia, minha ansiedade havia sido controlada, mas voltar a aquele ambiente me afetava. -Quando passou um ano, ele acreditou que era o momento certo para atacar. Recebi da empresa o convite a uma festa quando ainda era trainee, era um evento especial para grandes empresários, e supostamente minha aparição traria a possibilidade de ser chamada para participar de campanhas publicitárias. Idiota. -Digo referindo-me a mim mesma.

-Ainda no carro comecei a receber carícias na coxa vindas dele, mas como alguém que acreditava demais na bondade humana, pensei que eu estivesse apenas interpretando as coisas errado. -Sempre pensei que agora, como uma mulher adulta, essas coisas não me afetavam mais. Mas ao falar sobre todos os fatos em voz alta, eu sentia agonia, como se voltasse ao fatídico dia. -Ao chegar na festa, não demorou muito para eu ser introduzida a vários homens ali presentes. Em um momento, ele me puxou para o canto pelo braço, e disse para eu ser boa com o patrocinador. As palavras não pareciam ter nexo na minha mente. Ser boa? Eu já não estava sendo educada o suficiente? O que aquilo queria dizer? -Faço as mesmas perguntas que me fiz no dia, tudo era tão vivo em minha mente que parecia um acontecimento recente. -Foi nesse momento onde as ameaças se iniciaram. Ele disse que caso eu não fizesse tudo de acordo com o que ele queria, seria expulsa da empresa e teria que pagar minha dívida de trainee.

-E então o homem que ele denominava patrocinador me puxou, levando-me para um dos quartos. Foi nesse momento que entendi o que queria dizer "ser boa". -Solto um sorriso. Obviamente não um alegre, era quase cômico como eu havia caído perfeitamente em sua armadilha. -Eu sei que pode estar se perguntando o motivo de eu não ter fugido, gritado, ou feito qualquer coisa que me tirasse daquela situação, mas eu não podia. Tornar-me trainee comprometeu meus estudos ao ponto que seria difícil entrar em uma universidade renomada, e caso eu saísse, teria o débito para pagar. Ao contrário das outras garotas, minha família não tinha boas condições financeiras, e mesmo que ser usada como objeto fosse contra minha moral, eu estava presa em uma armadilha especialmente armada para mim.  

-Acredito que eu era a mais afastada dentre as integrantes, mas não era algo possível de evitar quando em grande parte do tempo eu estava fazendo "trabalhos extras". Eu tinha que manter relações com diferentes homens, e caso me recusasse a fazer, ele me trancava em alguma das salas de prática e me deixava sem comida e sem água. Não era muito vantajoso deixar marcas em meu corpo, ele dizia que os patrocinadores eram exigentes e eles gostavam da minha beleza frágil. Eu era o que eles definiam como perfeita: aparência inocente e completamente submissa. -Ainda que eu tentasse falar da maneira mais normal possível, era nítido como aquilo havia me afetado.

-Desde que saí da empresa, tenho vivido melhor, mas não consigo me sentir segura sozinha com homens, principalmente mais velhos. E sempre me esquivei de relacionamentos porque a ideia de alguém me tocando parece perturbadora, independente de quem seja. -Engoli em seco, lembrando-me de todas as vezes que tentei ter relações com alguém depois do incidente, e sobre como sempre acabava chorando enquanto as cenas de abuso vinham em minha mente.

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Re: [CUTSCENE] The case of Paekho

Mensagem por Cho Soo Young em Sex 30 Mar 2018 - 20:59



Miri jurou que nunca mais pisaria os pés na Cherry Blossom Entertainment.

Claro que nem tudo sairia como o planejado. O oficial de justiça à porta na manhã de uma segunda-feira indicava que tudo sairia fora da rota. Ler a intimação despertou na apresentadora os piores tipos de sentimentos que alguém poderia ter e o choque a levou ao chão, encostada à porta onde chorou, amassando o mandato para depois misturá-lo às lágrimas. Era como se, num só golpe, todo o que ela guardou durante anos estivesse revivendo tão intenso quanto os anos antes do debut. Metaforicamente, tornou a sentir-se mais uma vez uma arvorezinha escondida por uma grande, que tomava toda a luz e glória apenas para si. Era um efeito semelhante que pensar no antigo CEO, nas coisas ditas pelo pai e no que passou durante o treinamento causava.

Consultou a psicóloga naquela mesma semana, sendo recomendada pela médica a não comparecer ao depoimento, ela poderia conseguir um amparo legal para tal devido aos problemas que a juventude lhe trouxera com a Cherry Blossom e o 4TW, mas Miri não fugiu à responsabilidade. Ela devia aquilo a si mesma, às meninas e um desabafo a Hanseo, talvez expor um pouco de seu sentimento pudesse retornar a dor e o abafamento de sua vida, a obscuridade em que recaíra devido ao fracasso como líder, como pessoa e como ser humano.

Ela sabia que em algum momento passou apenas a sentir falta do convívio com as meninas que mesmo muito novas fizeram parte de sua vida significativa, até mesmo mais do que alguns parentes. 8 anos após o fim e 12 após o início, era de se esperar que elas superassem as mágoas. Para Miri, isso poderia soar até mesmo irônico. Durante muito tempo culpou as garotas pelo que aconteceu com sua saúde, mas esqueceu-se de um fator primordial: a administração mesquinha, suja e inconsequente da antiga empresa. Isso, na verdade, foi o que gerou os problemas de Sooyoung, levados depois para Miri e posteriormente, para as cinco tentativas de suicídio. Até aquele momento não sabia porque continuava viva.

A intimação, porém, lhe informou o motivo.

Na manhã marcada, sentia-se pesada. Foi mais um daqueles dias em que apenas pensava em dormir sem parar sequer para comer, foi o dia em que seus remédios não ajudaram basicamente em nada, onde o nível de adrenalina estava baixíssimo e, por conseguinte, sua reação mal poderia ser percebida se não houvesse de fato um esforço para que isso acontecesse. Ponderou muito antes de reunir as provas em um dossiê para leva-lo até a mesa para investigação. Seu passado era algo que ela sequer pensou em mexer. Estava melhorando ao lado de Sangwoo e isso era o suficiente para sua recuperação. Seu maior temor era voltar ao que era antes, ao fundo do fundo do poço, bem próximo à lama advinda da humidade.

A saída do carro trouxe-lhe um espasmo incômodo, bem como o arrepiar de pressentimento ruim, nada daquele lugar inspirava bondade para Sooyoung. Os treinos exaustivos, as humilhações, os xingamentos, tudo voltou para sua garganta e a garota teve que segurar-se para não vomitar ali na frente. Após isso, ela apenas desligou-se do mundo, observando o prédio alto e imponente que em tudo lembrava os gostos de Yang Han Seo. Aparentemente, mesmo após dois anos após sua morte, seu império estava longe de sofrer qualquer queda, talvez, até aquele momento para ser mais preciso. Ela esperava que a justiça podia ser feita finalmente, não que indenizações ou pedido de desculpas pudessem retirar os traumas presentes nela, com certeza nas outras meninas e nas crianças, os trainees de agora.

- Bom dia. - Cumprimentou Jeonmin, Eunah e Kyungsoon, porém, à nenhuma delas dirigiu a palavra além dessa simples expressão cordial. Após poucos segundos depois de sua chegada, percebeu uma garota saindo da sala e, após uma breve observação, reconheceu o erro ao visualizar o rosto de Shunhee, integrante do que eles chamaram “substituto do 4TW”, será que os maus tratos a eles foram semelhantes? Sooyoung pediu que não. Na verdade, desejou que nada do que aconteceu com elas pudesse ter acontecido com eles. Sua entrada foi permitida após algum tempo depois da saída do dançarino e rapper. À tira colo, levava a pasta com os documentos e uma força de vontade imensa de não sucumbir ao choro, coisa que sabia que aconteceria mais cedo ou mais tarde, mas não se deixaria abalar antes do tempo, quiçá, nem se abalaria.

- Eu nunca fui abusada sexualmente. - Respondeu, após o questionamento do promotor. - Meu pai era muito influente, por isso, sua renda contribuía e muito para que a Cherry Blossom não sucumbisse às dívidas. Um fato inegável e muito vezes repetido na minha ausência é que eu não precisaria passar pelo que outros trainees passariam por ser rica. A verdade, porém, vai além disso. Ele não me tocava além do necessário para cumprimentos devido à ameaça de meu pai devido a rumores com trainees da década de 90. - Respirou fundo, bebericando do copo d’água posto após sua chegada. - Era mais viável para ele ter certo respeito do que me fazer prestar favores para ele. - Suspirou, abaixando a cabeça com um mordiscar de lábios. Precisava se conter.

- Entrei para agência aos 11 anos. No início, as colheres de chá eram evidentes devido à pouca idade, é óbvio que a descoberta seguinte foi chocante: a “idade” referida, era a quantia depositada mensalmente para que eu continuasse a ser uma trainee entre todas as outras. Porém, aos 14, comecei a sentir dores que não condiziam com a idade. Inicialmente, as dores vinham após alguns treinos que exigiam muito dos membros inferiores. O primeiro a sofrer foi meu tornozelo. Nessa época, todas as meninas já estavam juntas, com a promessa de estrearmos logo. Eu e Minhee tínhamos 14, Eunah tinha 13 e Kyungsoon tinha 12 anos. - Suspirou, após contextualizá-los.

- Eu caí, uma vez, após praticarmos por 4 horas seguidas a mesma dança com coreógrafos divididos em dupla. Meu tornozelo inchou muito, assim como meu joelho que amorteceu a queda. O que me disseram? “Faça compressas, use relaxantes musculares e volte a dançar, você precisa se acostumar” Eu o fiz, não queria depender do meu pai. - A primeira lágrima caiu, o piscar intermitente do gravador lhe chamou a atenção e a prendeu. -  Durante toda aquela semana eu manquei, mas era mandada andar direito pelos professores para não ser castigada. É claro que a dor era evidente quando eu tentava andar direito ou fazer algum tipo de movimento ousado, por isso mudaram nossa música de estreia para Sugar Free, onde a coreografia me permitia movimentos mais ágeis que não evidenciaria minha dor para o público. Em algum momento aí, nos perdemos. Cada uma vivia apenas por si só, não tínhamos mais o companheirismo dos treinos. Foi a primeira vez que eu tentei me matar. - Contou, respirando fundo e pedindo por uma pausa.

As cenas tão vividas em sua mente... Era tão complicado raciocinar. - Minhee me achou na banheira inconsciente, com o frasco de remédios para dor jogado próximos a mim e acionou o manager e fui levada ao hospital. Meu pai e a empresa gastaram muito dinheiro para ocultar isso. - Assentiu, tomando mais um pouco da água e voltando seu olhar para o promotor. - Com isso nos aproximamos mais e descobri um dos segredos pelas suas ausências. Naquele dia recorri ao meu pai, pedindo ajuda para salvar minhas amigas. “Eu tenho apenas uma filha e ela se chama Cho Sooyoung. Não posso resolver os problemas do mundo”, ele disse. Aquilo me arrasou muito, fazia cerca de 6 meses após minha internação quando tentei novamente me matar. Novamente foi com o auxílio de remédios, mais uma tentativa frustrada.

“Foi a primeira vez que ele ousou me bater. Felizmente, a marca de seu anel cortou meu rosto e fui posta na parede pelo meu pai que resolveu a situação ameaçando o senhor Yang, eu sinceramente não sei o que meu pai sabia, mas era algo ruim e eu tinha certeza que envolvia o 4TW, por isso, não quis me envolver mais. Aí aconteceu minha primeira cirurgia, além de promoções sentada para não prejudicar meu joelho operado. Foi a pior parte da minha vida. A popularidade do grupo começou a cair e eu sentia que nós éramos forçadas a fazer de tudo para que retornássemos à fama ascendente que tínhamos, mas não tínhamos cor, nem brilho nem a destreza para ser ídolos, estávamos tão feridas que não nos comportávamos como tal”.


Respirou fundo novamente e aceitou o lenço para secar as lágrimas que caíam. - O pior para mim foi perder as meninas. Eu não sabia o que estava acontecendo. Elas não falavam comigo, não se abriam e eu estava totalmente perdida e sem apoio. - Desabafou, endireitando a postura. - O pior foi ser forçada a promover poucos dias após a cirurgia, dançar, pular e tudo o mais. O desgaste em meu joelho fê-lo piorar e fui submetida a outra cirurgia para tentar recolocar tudo no lugar. Como eu estava sem conversar com meu pai, Yang me chamou até sua sala e sorriu com certa demência ao me ver mancando. - Arrepiou-se ao lembrar das ameaças, mas precisava dizer-lhe. - Eu nunca fui abusada de fato, com a penetração em si, mas houve ameaças. Ele me disse que sabia que meu estava debilitado e passava por uma crise, portanto, era o momento de me comportar senão ele acabaria comigo, tal como fizera com outras. Eu não sabia no momento quem eram as outras, mas sinto nojo apenas de lembrar uma de suas mãos subindo descaradamente por minha coxa, apertando minha virilha o que na hora me fez chorar, ali mesmo em sua frente. Ele apenas disse que queria que eu fosse aquela boa menina de sempre e ficasse caladinha.

Sooyoung queria apenas terminar o relato, sair da sala o mais rápido possível e vagar, nem ela mesma sabia o que queria fazer. Porém, sentia-se mais no cinza naquele dia ao ter que relembrar tudo aquilo e expor. Nem Sangwoo sabia dessa história, ela odiava ter que repassá-la qualquer fosse a forma. - Um ano depois dessa conversa, o grupo acabou. Ele me chamou à sala, era noite. Fui. “Você fracassou. Não conseguiu manter o grupo, deixou que a pirralha da Kyungsoon saísse de baixo do meu controle, você fez as ações da empresa caírem e deve pagar por isso.” Ele avançou em minha direção com um cinto em mãos, e açoitou-me a primeira vez, doeu. Doeu muito, mesmo com os pedidos de desculpa ele não parou até que amarrou minhas mãos.

Novamente houve uma pausa, onde ela tomou um gole de água e foi percebida pelo olhar atento de todos os que ouviam o relato. Ela sentia-se sufocada, com vontade de correr dali para nunca mais voltar, dessa vez, seria para sempre de verdade. - Ele me jogou em um dos sofás que sempre estava em sua sala e abaixou minha calça com rapidez. Fechei os olhos no momento, com medo e com vários gritos de socorro. Foi muito rápido em seguida, o nosso manager entrou e avisou que meu pai chegara e o CEO não teve reação alguma, por falta de tempo, logo meu pai apareceu. Eu não sei o que aconteceu depois disso, desmaiei logo em seguida pelo estresse pós-traumático. Meu contrato com a CB estava acabado, eu sabia quando acordei. Meu pai disse que pagaria tratamentos, mas eu não queria. Tentei me matar uma terceira vez para apagar tudo de vez, mas não sabia que precisava cortar os punhos na direção certa. Eu não fiz sucesso como cantora, não conseguia dançar mais e meu pai conseguiu um programa para mim, tudo comprado. Desculpe-me. - As lágrimas caíam incessante do seu rosto, às vezes com algum soluço.

Não precisou quanto tempo chorou, mas sabia que fora muito, muito tempo. - Cortei as relações com a empresa aí e foi quando entramos com o processo de danos morais e danos físicos, devido ao comprometimento da minha perna. Por sorte, tinha as provas de consulta e cirurgias, portanto, ganhamos a causa. Mas, a partir disso, eu não sei o que aconteceu com a empresa, só sabia das meninas pela televisão. Foi a parte em que mais sofri. - Declarou, por fim. Encerrou a declaração ali, voltando para a antessala. Sentou-se afastadas das demais, com a cabeça nas mãos e deixando as lágrimas caírem.

Sooyoung queria apenas a morte.
「R」


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Re: [CUTSCENE] The case of Paekho

Mensagem por Go Eun Byul em Sab 31 Mar 2018 - 1:28


EUNB



Acordo pela manhã com a sensação de que algo iria acontecer em breve, meu "sentido aranha" nunca me decepcionou até hoje e todos os erros que cometi foram porque o ignorei. Infelizmente a vida me ensinou a não duvidar dele da pior maneira.

Coloco meus braceletes dourados e visto uma roupa qualquer antes de sair do dormitório e ser guiada até o carro que estava a minha espera. A primeira coisa que vejo ao passar pela porta de acesso ao prédio onde os Trainees ficam, é um carro preto e desconhecido por mim, não era a van que costumava usar, tão pouco era o meu motorista, mas entrei sem fazer perguntas. Passei por alguns jovens enquanto ia até o carro e alguns deles se curvaram ao me ver, como se eu fosse uma grandiosa estrela da CB apenas por ter "debutado" em um grupo, eles se esquecem que eu ainda não debutei pela agência e que apenas tenho algumas aparições em público por culpa do NEOG, sem o grupo, EunB é apenas uma Trainee comum que espera por seu momento ao sol.

Entro no carro em silêncio e retiro de dentro da minha bolsa uma recipiente metálico onde guardo bebidas, há muito tempo não me importo em beber diante as pessoas da empresa, nem mesmo da minha Manager, Yeseul, ela já estava acostumada e sabia que meu temperamento era instável sem o consumo da bebida, acredito que seja por isso que ela havia feito um pequeno estoque de chicletes e balas que carregava sempre consigo.

-Para onde estamos indo?-pergunto curiosa ao perceber que ao homem misterioso.

-Para a agência
- foi tudo o que disse.

A movimentação em frente a CB estava calma, mas não haviam aspirantes a ídolos saindo e entrando pelas portas e isso era bem estranho. Definitivamente estava vivenciando um momento único, minha nuca coçava de excitação pelo que viria a seguir. Entro no lugar e, ao contrario do lado de fora, o lado de dentro estava movimentado demais. Pessoas estranhas iam e vinham carregando papeis e fazendo anotações, alguns garotos estavam sendo entrevistados, percebi tardiamente que aquilo deveria ser uma investigação. Seria culpa minha? Eu esperava que sim.

-Venha comigo

Senti meu celular vibrar algumas vezes, mas assim que segurei o aparelho nas mãos, fui aconselhada a desliga-lo e eu obedeci, fiz exatamente o que havia sido ensinada a fazer: Obedecer sem fazer perguntas e objeções. Sigo andando ao lado do homem de preto que me leva para mais dentro da empresa e conforme vamos seguindo, vejo cada vez mais pessoas pelos cantos como se esperassem a sua vez para fazer algo, mas o nervosismo estampado no rosto de cada um, me deu a certeza de que não era nada bom. Assim que entramos no corredor da sala do CEO, senti meu corpo ficar pesado e diminuí o ritmo de meus passos, parecia como se uma corda me puxasse para trás enquanto ando para frente, uma nítida ação de meu instinto de certo e errado e era muito errado estar ali. Continuo me aproximando da porta e ali espero até meu nome ser chamado, respiro fundo e entro na sala sem muitas esperanças do que viria a seguir, apenas movo meu corpo e observo o local que já habitara muitos de meus pesadelos.

-Go Eun Byul, sou policial e estou aqui para pegar o seu depoimento. Nada que disser aqui será divulgado.

-Não tenho nada a dizer. Posso sair?


Eu estava assustada, o que deveria dizer? Jamais imaginei ser abordada dessa maneira. O homem sorri de canto e se agita, tirando de uma pequena pasta algumas fotos e entregando-as a mim, nas fotos eu aparecia com alguns hematomas nas pernas, "Aish, a Unnie tinha razão, eu deveria ter usado calça nesse dia", resmungo em pensamento, mas minha cara deve ter revelado que eu tinha sim algo a dizer.

-Eu caí

-Está tudo bem, olhe ao redor e se acalme. Estamos investigando alguns relatos de assédio que aconteceram aqui, casos em que o Yang Han Seo pode estar envolvido.

-Yang Han Seo...


Voltei para o passado, memórias que eu havia conseguido esconder por anos, voltaram à tona com o impacto de um soco no estômago. Retorno a dia em que minha vida acabou, o dia onde a inocente Eun Byul morreu e deu vida a essa EunB sem expressão e vazia, de fato eu tinha muito o que falar e sabia que precisava falar, apenas tinha de por os pensamentos em ordem e destravar a língua. Finalmente todas as atrocidades viriam a tona e jogariam ralo a baixo a "perfeição" daquele lugar. Estava na hora de desabafar e contar a todos como e por que eu havia sido corrompida.

-Eu apareci na mídia tem uns dois anos, mas estou aqui a quase 7 anos. Fui descoberta por um olheiro enquanto fazia raps em um porão qualquer. Fui convidada pra CB e logo que entrei, fui desafiada a mostrar o quanto eu estava disposta a realizar o meu sonho. Eu tinha 14 anos e havia acabado de ser expulsa de casa por amar fazer rap.-solto um riso baixo, que história fracassada, fracassada assim como quem a conta 7 anos depois.

-Uma criança cheia de sonhos e com um microfone nas mãos, aceitei sem pensar muito e fui submetida a diversos tipos de trabalhos: Limpei salas, esfreguei banheiros, limpei vidros... Fiquei três anos nisso acreditando na promessa de que quando o Senhor Yang achasse que eu estava pronta, finalmente poderia começar a treinar junto dos outros. Sim, eu fazia tudo isso e não estava "apta" a treinar, ainda estava em provação. -respiro fundo e continuo- Eu tinha de limpar as salas de dança após cada turma, vi vários Trainees apanharem quando erravam ou quando o professor não ficava satisfeito com a performance. A pressão psicológica era tão grande que alguns choravam e apanhavam por isso, chorar era visto como uma demonstração de fraqueza. Eu meio que concordava com isso, um ídol deve ser forte e firme no palco, chorar deveria ser algo raro.

O homem me escuta com atenção e parece se questionar: Quando tudo isso vai ficar interessante?

-Quando as 4TW estavam para debutar depois de anos, eu reparei que elas estavam treinando todos os dias até tarde. Ouvi algumas chorando e ouvi gritos dos professores por algum erro que elas haviam cometido, ouvia com frequência frases do tipo: "É só isso o que sabe? Acha que vai debutar assim?", era pesado ouvir isso, mesmo eu não estando na sala com minha carreira em risco. - e lá vinha a parte que ele tanto esperava, a parte que me levou a pegar a bolsa e beber um gole da vodka que trazia comigo -Eu estava acompanhando a faxineira na limpeza dos vidros, ela me deixou nesse corredor e saiu para outro lugar, eu tinha de limpar os vidros dessa sala e estava livre para ir embora. Me aproximei e então ouvi o som de um tapa, imediatamente parei de andar, soltei o balde com os produtos no chão e fiquei em silêncio. Ouvi outro tapa e aquilo me assustou, o som parecia vir da sala do Senhor Yang. Assim que parei diante a porta fechada, ouvi sua voz e ele parecia bravo e ofegante, era fácil de entender o que ele dizia devido ao silêncio no corredor, "você não está colaborando com seu debut, faça isso direito!", eu acreditava que fosse um treino extra até que ouvi "Eu vou meter de novo e acho bom não fechar as pernas". - os olhos do homem piscaram várias vezes como se tentasse acreditar em minhas palavras.

-Tem certeza disso?-pergunta

-Sim, eu ainda não estava louca na época. -respondo de modo sério.

Respiro fundo e bebo um pouco da água disponibilizada por eles, o líquido parecia ter um gosto ruim, mas seria melhor testemunhar estando sóbria.

-Eu convenci a mim mesma de que aquilo que havia ouvido não era real e segui minha vida. Ia para a agência todos os dias e fazia minhas tarefas e foi nesse dia que eu morri - meus olhos se fixaram na mesa, minhas mãos estavam ao redor do copo rodando-o em cima da mesa como se aquilo me concentrasse. -Eu estava no último andar varrendo o último corredor da noite, nesse dia eu estava usando fones de ouvido para que não ouvisse nada indesejado, mas recebi uma mensagem que fez meu celular vibrar e isso pausou a música alta. Nesse meio tempo eu ouvi um gemido- o homem me alcançou lenços de papel, como se esperasse por minhas lágrimas, mal sabia ele que eu já havia chorado todas as minhas lágrimas nos meses seguintes a essas cenas que estava relatando.

-Não, estou bem. Como dizia, eu ouvi um gemido masculino vindo da sala no fim do corredor, desliguei a música e liguei a câmera do celular. Não sei por que fiz isso, mas parecia certo ter alguma prova de que aquilo era real. Aproximei-me com cautela e ouvi mais alguns gemidos, ouvi também um choro baixo e o som de cadeiras sendo arrastadas, assim que parei diante a porta, abri uma pequena fresta e encaixei a câmera do celular ali, eu assistia a tudo através da tela do meu celular, meu rosto escondido pela porta . - estava começando a ficar difícil falar, mas não porque eu queria chorar, mas sim porque a cada frase que dizia, eu revivia a cena com clareza. - Yang Han Seo estava entre as pernas da RED unnie, ela chorava e ele gemia. Aquilo era tão errado que me fez chorar de imediato, devo ter soluçado ou algo do tipo porque ela olhou para a porta e ele seguiu seu olhar. Saí correndo pelo corredor como se um monstro estivesse atrás de mim, se bem que ele realmente era um monstro. Cheguei ao dormitório e passei o vídeo para o meu computador. Posso?

Pego a garrafa d'água e bebo o restante, minha boca estava seca e minha garganta também, já o homem estava petrificado e respirando lentamente.

-No dia seguinte fui convocada a comparecer na sala do CEO, no início fui bem tratada, mas assim que ele se aproximou, meus cabelos foram puxados para trás e ele ordenou que eu ficasse quieta. Pediu meu celular e excluiu o vídeo, me fez prometer nunca falar sobre aquilo e disse que se caso eu abrisse a boca, iria acabar com a minha vida e arruinaria qualquer chance que eu pudesse vir a ter em outra empresa. Eu cedi, prometi e como recompensa comecei a treinar. Na minha primeira aula de dança, levei um tapa no rosto e um chute na perna por não conseguir fazer um giro, no treino vocal fui chamada de inútil inumeradas vezes e assim que as "aulas" acabaram, voltei para o dormitório e fiz isso...

Nesse momento, retirei os braceletes revelando cicatrizes profundas em meus pulsos. Os cortes eram diagonais e tinham cerca de 5 cm, estavam bem escondidos pela maquiagem e eram o motivo para eu sempre usar camisas de mangas compridas, pulseiras, tatuagens de rena ou braceletes. Ninguém na CB queria dar justificativas a respeito de uma suposta suicida.

-Minha colega de quarto chegou a tempo de me salvar, eu estava semiacordada no banheiro. Após me recuperar, encontrei na bebida uma espécie de escape, ela me acalmava e me fazia dormir bem, nada de pesadelos com tudo o que eu havia visto e fazia as coisas serem mais fáceis. Com o tempo tentei suicídio pela segunda vez, refis os cortes no mesmo lugar e no mesmo tamanho, mas fui sabotada mais uma vez, acabei sendo levada a especialistas. O Yang reclamava e me batia sempre que me chamava para uma reunião privada, mas nunca passara disso. Ele havia matado uma jovem sonhadora e criado uma garota sem nenhuma expectativa e completamente vazia. Eu o obedecia e era isso, lidava com minhas crises internas bebendo até a última gota.- limpo a garganta e olho pela janela, eu estava chegando ao fim do meu testemunho, não demoraria mais que 5 minutos, estava decidida a não envolver HoBae nisso, não contaria sobre nosso breve relacionamento e todas as vezes em que bebemos juntos.

-Na minha terceira tentativa de suicídio, comprei diversos tipos de remédios. Já que cortar os pulsos não estava dando certo, resolvi tentar algo novo e bem... essa história é recente, bem recente. Era uma quarta-feira a noite e eu decidi usar o vídeo em meu computador para uma boa ação. Enviei para algum órgão da polícia, não me lembro qual agora. Não me identifiquei no envio e assim que o fiz, me senti livre e comecei a tirar as pílulas das cartelas, tomei cinco delas e então senti uma vontade enorme de vomitar, tomei mais algumas e a vontade aumentou e tive de vomitar, acho que meu destino era estar aqui.

Levanto-me e paro ao lado da cadeira onde estava sentada anteriormente, me curvo brevemente e me despeço do homem.

-É isso, espero que tenha ajudado.



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Re: [CUTSCENE] The case of Paekho

Mensagem por Park Shun Hee em Sab 31 Mar 2018 - 1:52

sick stars


Depois de muitos meses correndo risco de viver um hiatus, finalmente voltei para a Cherry Blossom. No decorrer dessa semana, muitas coisas inundavam a minha mente e por hiperconsciência, me mantive parado assistindo as coisas acontecerem.

Tudo começa a partir do pressuposto de que fui diagnosticado com Distimia. Era estranho parar para imaginar que supostamente eu houvesse contraído algo que preocuparia os outros rapazes. Todos nós já estávamos a meses com o andamento do grupo atrasado e como membro mais velho, temia a inclinação involuntária da idade chegar me enviando ao exército dali um tempo. Desta maneira, o mais prudente era precaver que nenhum indício sobre o meu comportamento não causasse atenções exacerbadas e muito menos trouxesse obrigações desnecessárias contra mim.

Por isso, em nosso dormitório me responsabilizo com a qualidade de objetos e  móveis. Passava tardes na garagem, movendo e cerrando madeiras afim de evitar a possibilidade de pensar em algo que mais tarde fosse me arrepender dentro de casa. Nessa manhã no entanto, não tive ânimo algum para arrumar mesas ou parafusar coisas. Peguei a bolsa a tiracolo esportiva para caminhar até a Cherry Blossom. Faziam meses desde que não pisava naquele solo.

Antes disso, escutei na televisão uma homenagem sobre o nosso antigo CEO, Yang Han Seo. O jornalista âncora da MBC anunciava as condolências pela perda que se concluíam dois anos e o histórico de conquistas do antigo proprietário. Recordo que estava subindo a escada na garagem para guardar as ferramentas, quando por reflexo desviei a face até o foco de luz da porta semiaberta atingir o calor dentro do cômodo. A poeira estava mais densa pela concentração de ferragem podendo sujar o traje escolhido para ir treinar nesse dia. Já estava para descer quando deparo-me com uma corda dependurada no topo do teto, entre a madeira que ficava com sustentação com as nossas telhas e o restante do cenário.

Vez ou outra ela tremulava em causa da brisa quase inexistente fazendo perceber que seu tamanho era grande, mas não chegava a cumprimentar a distância do suporte até o chão. A corda era resistente pelas tranças escuras e conseguia dar um nó perfeito, caso quisesse. Prendi o ar dentro da caixa torácica e fechei meus olhos. As mãos apertando as laterais das escadas com força tentando controlar sensações e planos que não poderia por ética concluir. Esses eram os instantes mais complicados. Precisava ainda resgatar o pouco que tenho de mim nas profundezas, porém soava tão distante. Nessa altura não escuto a minha própria voz tentando impelir contra aquilo. Estiquei a mão para alcançá-la, e senti meu corpo ameaçar desabar. Foi como um piscar de olhos que meu coração acelerou e fez com que despertasse para ir embora. Suhyun precisava retirar aquele objeto dali o mais rápido o possível.

A primeira coisa que me interessou sobre Yang Han Seo, foi como conseguiu se matar de forma rápida e inexplicável.

Eu, já estava há exatos três anos procurando por isso. Por consequência, ainda permaneço por aqui.

A passos lentos, extraio da minha memória, partes importantes da empresa que me fazem rapidamente relembrar sobre tudo. Geralmente naquele horário, muitos trainees como um dia fui, ultrapassavam os corredores apressados pelo itinerário, muitos managers também entravam na maratona e a esmo, via alguns produtores encorajarem suas criações em oferta de nós, futuros artistas. Capturei meu lábio inferior e rebobinei oxigênio para os meus pulmões, os insuflando encorajando a encontrar uma sala para treinar dança. Segurei no corrimão da escada até avistar lá no topo, bem acima das estruturas das salas, dois adolescentes sendo acompanhados por um homem inteiramente vestido de preto. Imóvel, tentei encontrar algum resquício que fizesse interpretar a situação contudo, o outro homem, fora mais ligeiro informando que o treinamento diário estava suspenso. A gola bem dobrada na altura do pescoço e a forma de dizer as palavras de maneira formal, induziam pertencer ao meio jurídico. Não demorou muito para que este emitisse uma ordem para que também os acompanhasse.

Não somente nós três pegos, como os demais, fomos levados em direção do escritório antecessoramente apossado por Yang. Sua atmosfera ainda permanecia por lá, a imagem crua dos quadros dependurados nas paredes, os prêmios espaçados pelas mesas de fundo, o cheiro de naftalina e café sem açúcar e o de papéis. A mesma imagem que tive ao assinar pela primeira vez, tive quando novamente precisei me sentar. Do lado de fora, consegui ver uma imagem que antes então aparentava ser fruto de alguma mitologia, uma estória por parte dos contratados : 4tw. Todas elas. Nenhuma sequer aparentava ter mudado após o debut. Com exceção de RED, as demais me trouxeram um ar de afastamento e refúgio pessoal.

O promotor optou por deixar um gravador sob o tampo da mesa enquanto organizo a bolsa entre minhas pernas. O ar-condicionado resfriava meus braços involuntariamente obrigando a passar duas mãos antes de concluir a finalidade daquilo. Assinto permitindo que as primeiras perguntas fossem feitas. A primeira, solicita uma apresentação formal minha, nome completo e idade e outra, as questões. Não imaginava que ficaria nervoso com algo do tipo. Mantive minhas mãos fechadas em punhos grossos acima das coxas e endireito a coluna. Uma leve dor de cabeça se faz dentro do meu cérebro apenas com a pressão ocular do promotor. O som dos ponteiros do relógio faziam-se intensos conforme meu coração batia e pulsava as veias próximas da minha audição :

— O CINNAMON tinha o objetivo de ser o sucessor do 4tw logo após a deformação do grupo. Éramos em mais integrantes, mas Yang decidiu retirar três deixando apenas cinco. Nós alcançamos o debut dentro de um prazo… Compreensível. Mas depois disso, muitas coisas se tornaram difíceis para todos nós. - Por mais que dedicasse força, minha imaginação não conseguia abordar a figura de Hanseo com nitidez. Duas ou três vezes o vi muito perto. Um senhor de meia idade que se arrastava sobriamente para a sala sem demonstrar sorrisos, a menos que houvesse trago algum estrangeiro para a empresa e levado a sua sala. Passavam horas conversando até que do batente da porta ostentava um sorriso gigante selando um majestoso cumprimento. Abordei aquilo com menos notoriedade, movendo minhas mãos para auxiliar minha opinião se exprimir com clareza. Na temporada, era um trainee não descoberto, não o suficiente para debutar :

— Tinha saído do interior faziam cerca de dois meses e estava me adaptando a tudo em Seul. Cherry Blossom me garantiu comodidade, mas todas as vezes que adentrava as salas era como se por algum motivo, tudo que desejavam e a hospitalidade fosse aniquilada. Eu me lembro de uma ocasião em que vivenciei com um membro extraído do início do CINNAMON. Estávamos praticando algo referente às acrobacias nas coreografias. Estávamos tão fracos e cansados que possivelmente, aquele garoto caiu no chão já esgotado. Nosso coreógrafo encarou no início da sala com uma expressão dolorida, mas por ordem do CEO ergueu o meu colega num braço e o obrigou a ficar de pé. A tremedeira nos ossos dele eram tão estranhas que no corredor de acesso ao banheiro daquele dia, o vi urinar na bermuda. Ele não conseguiu resistir antes de entrar. - Os dedos pressionam minhas têmporas passando pela testa após um tempo reflexivo. Como jamais tive coragem de contar algo como aquilo? Minha cabeça sugeriu uma latência intermitente. Lembrar da expressão daquele garoto também resgatou meu sentimento apreensivo das palavras do instrutor. Ordens eram ordens. Não podiam perder tempo, ele havia completado. Me restou naquele instante algo semelhante a raiva, mas também parecido com a tristeza. Debutei porém, com qual manobra ele tera feito com os demais prometidos assim que Yoogeun, eu, Sangdo, Hayae e Goyoung debutamos?

Foi daí que senti a sensação de ter sido retirado de jogo.

Minhas vistas saltam ao que o outro perguntava, dando encaixes que tentavam influenciar a minha memória novamente expurgar mais algo. Mordi o lábio retesado, imaginando a que tipo de coisa exatamente, todos eles procuravam para concluírem aquilo. A camiseta leve, idealizava marcas pequenas ao entorno do meu tronco quedando os membros superiores braçais pelas coxas. Olho e olho até encontrar um detalhe que me incomodou durante um tempo curto quando movimentei o calcanhar. Yang Han Seo perdeu a posição perfeccionista com aquela investigação :

— Houve um stage em Gangnam. Era a primeira aparição pública e oficial do CINNAMON. - Apoiei uma das mãos nas laterais da cadeira respirando fundo. O calcanhar rangia o osso em som baixo que ainda consegui escutar ao mover a sola do pé dentre a mesa e o detalhe metálico que revestia a estrutura maciça da mesa. — Na época nos dedicamos muito sobre… Sobre as coreografias e nesse dia, estava muito calor. Quando tivemos a pausa, recomendaram que tomássemos um chá ao invés da água e voltássemos ao palco. Conseguia dançar até as primeiras estrofes quando senti minha boca salgar causando sede. Sabia que sair do compasso e ir beber algo traria problemas então, forcei a resistir. No encerramento, senti meu tornozelo ranger e somente quando fui acompanhar Yoogeun nos anunciamentos de apresentação, percebi que fraturei os ossos. De qualquer maneira, precisei sair mancando do palco e fui consultar a staff que estava responsável por nos zelar. Abordei que graças a uma torção, não conseguia me mover muito e os pedi que me permitissem apenas cantar. - Caço um ponto, um vácuo para dar continuidade contudo, tornava-se insuportável ter de me ater a isso para explicar uma experiência. O nódulo se instala na garganta e não demora muito para necessitar de ar :

— É desconfortável pra mim, falar desse tipo de coisa após a sua morte. Telefonaram para o seu celular para pedirem a permissão, mas tudo que após isso disseram, era que de fato precisava dar continuidade a tudo como se nada houvesse acontecido. Senti muita dor e meu pés apenas balançava. Resolveram então colocarem uma bolsa de água quente e me enviarem novamente ficando no fundo. Os fãs obviamente, aparentavam estranhar. Eu sou o dançarino principal, afinal. - Meus dedos beliscam a pele dos braços. Gostaria de acordar daquele pesadelo o mais breve o possível. Um silêncio irrompeu uma camada espessa entre o presente o passado, quando fito o superior anotar algumas coisas separadamente numa bloco de notas. Sua ágil habilidade em manter o ambiente sério, parecia ter sido a recompensa de anos na faculdade. Retornando a meu encontro, infere uma questão que me deixou estático sem reação.


Alguma vez sequer, senhor Yang cometeu algum tipo de abuso contra mim?

Não sabia responder.

Veio a imagem da corda de repente, pendurada na garagem na casa do grupo e o desejo que reprimi ao vê-la pendida no topo. Meus dedos poderiam ter alcançado e trago junto do meu peito. Abriria um círculo com ela e a posicionaria contra o meu pescoço. A escada era o de menos ao fechar meus olhos e empurrar meu corpo com carga média para avançar. Sentiria desespero, mas logo encontraria o conforto que desabafei com os médicos a qual fazia tratamento. As narinas empurram a quantidade de ar insatisfeitas com o andamento daquilo :

— Se não nos dedicamos arduamente para nada, não temos porque viver. Hanseo dizia isso, exatamente com as mesmas palavras. - Coço o olho. Dedo direito entortado e pálpebras intumescidas pela insuficiência que sentia ao tocar o assunto. — O caso do rapaz que treinou comigo, foi levado a polícia contudo, algo aconteceu e não fomos para frente. Ele desapareceu logo depois e o encontraram sete dias depois na casa da avó, já morto dentro do quarto com uma sacola amarrada no rosto. - Pálpebras pesavam e não via mais vontade de contribuir com aquilo. Num solavanco, ergo-me do assento e designo-me até a saída onde executo uma mesura fidedigna a ocasião. — Espero que daqui uns dias, não seja eu quem será vítima disso. Se há algo com essa empresa, por favor, tente salvar esses jovens. Nós não merecemos isso. - Fechei a porta e escutei aos poucos o falatório me ingressar a outro ambiente. A nuca doloria e por essa maneira mesmo, precisava desligar os pensamentos que firmavam o início e o fim daquele lugar. O mal-estar não era nítido na minha fisionomia agora vergada, mas quando olhei nos olhos de cada integrante do antigo 4tw. Todas elas estavam praticamente cansadas. Não pude ver suas auras restauradas.

Foi a única vez na minha vida que notei que não sou o único prestes a adoecer.

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Re: [CUTSCENE] The case of Paekho

Mensagem por Boss em Qua 4 Abr 2018 - 22:31

Yang Han Seo
Não foi necessário dar mais nem continuidade a ouvidoria de outros trainees, para que o Procurador emitisse um grito dentro da sala. Seu semblante estava vermelho e nem os estagiários arriscaram uma manobra contra os contratados da Cherry Blossom nessa altura, próximos aos corredores da sala mestre. Após um tempo, onde retiraram as pastas para cumprir a vistoria da papelada com a entrada da denúncia oficial, antes requerida pelo grupo 4tw, o mesmo delegou que necessitariam de dividir o grupo novamente. Pequeno percentual dos promotores acompanhariam os trainees para uma ala psiquiátrica, onde recolheriam mais detalhes para os convencerem a também abrir novas denúncias.

Os que permaneceram na sala, abriram a porta deixando entreaberta para a passagem de quatro mulheres. Um homem mais maduro, com uma barba serrada delegou o pedido para que todas o acompanhasse e assim se sentassem à mesa. Necessitavam das suas assinaturas e de passar novamente as novas instruções. Tinham as provas e a mira, agora necessitavam acertar o tiro no rosto da empresa.

Managers, produtores e demais pessoas do corpo dos funcionários, se amontoavam nas copas da lanchonete trêmulos com a ação tão ofensiva da justiça. Alguns murmuravam entre si referente a um áudio que escapou sobre um de seu grupo maior. Ainda não visualizaram a face deste e por mais que fosse seguro a todos protegê-lo, não sabiam se conseguiriam ficar de lábios cerrados por muito tempo.

E de fato, depois este rapaz resolveu aparecer. Com muitas tintas e possíveis hanguls, aquele processo de queda estava prestes a acontecer e poucos, saberiam que resultava conseguiriam.

Senhor Yoon, notificou o homem dentro da sala do CEO, entre e sente-se, respondeu puxando a cadeira mais distante das antigas contratadas. O mais sensato seria mantê-lo ali, próximo do superior.

Scene



As antigas membros do 4tw estão novamente unidas. Cada qual, uma frente a outra, necessitam que assim juntas também dessem curso ao inferno anteriormente vivido. Não houvera mais perguntas, mas sim o auxílio dos promotores sobre os locais corretos em cada final de página para registrarem. Em um momento, ficou apenas o procurador e as mulheres recolhendo a papelada. Este dera a liberdade para que assim, elas se habituassem a situação e trocassem palavras entre si.

Membros de grupos atuais da empresa como Etto vulgo Park Shun Hee e a rapper do grupo recém-formado pelo programa, NeoG Eub, Go Eun Byul, foram levados para a área de psicologia localizada doutro lado do prédio da Cherry Blossom. Aparentemente, caso não quisessem comparecer, os promotores liberaram para que assim voltassem para seus dormitórios. Os horários da empresa estariam bloqueados até o encerrar do expediente daquele dia.

O manager que chegara por último, recebeu espaço juntamente com o antigo grupo. Diferente delas, este tomou posse da mesa do empresário onde teve um gravador posicionado perante a seu peito recebendo perguntas como : O que sabe? O que viu? Por que gravou o áudio? Sofreu algum tipo de chantagem? E outras referentes a explicação abordada sobre o que vira.

Estava prestes a dar meio dia e necessitavam encerrarem o mais breve possível. Aos poucos através da janela, o foco de jornalistas que faziam. Um a um, com o telefone alojado no ouvido faziam as reportagens em primeira mão. Até o início da noite, seria possível que sites na íntegra estivessem com o arsenal cheio.
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Re: [CUTSCENE] The case of Paekho

Mensagem por Yoon Jung Wook em Qui 5 Abr 2018 - 1:45

Jungwook estava nervoso. E talvez nervoso não fosse suficiente pra descrever tudo que sentia no momento. Sempre achara que seria covarde demais para relatar sua vivência na empresa em que trabalhava. Tinha medo de perder seu emprego, de prejudicar aqueles que eram sua responsabilidade, e principalmente, tinha medo de causar confusões para aqueles que convivam consigo. Então mantinha o que sabia para si mesmo, guardando provas em lugares seguros tanto para não serem achadas tanto para que tivesse com que argumentar caso tomasse coragem. O caos na empresa foi suficiente para motiva-lo, o puro caos de não ter administração nenhuma. Queria ter denunciado antes, para que o antigo CEO encarasse alguns anos de prisão pelo que fizera, ao menos alguns, já que a lei coreana sempre tinha o hábito de facilitar a vida de quem tem dinheiro.

Não esperava que o áudio que mandaria para a polícia teria tanto impacto. Claro, o conteúdo era sensível, a foto de seu texto escrito também relatava coisas horrendas, mas quem acreditaria em um único homem? O que não esperava era abrir espaço para que tantos outros insatisfeitos reclamassem.  Uma investigação foi finalmente algo concreto para que o problema tivesse alguma solução. Mesmo que não prendessem o homem que causou tanto sofrimento em dezenas de jovens, pelo menos poderiam prevenir que acontecesse novamente com outros.

Cumprimentou educadamente os outros que se encontravam no cômodo e sentou-se conforme pedido. Queria ser rápido com aquilo, aquelas memórias só lhe causavam mal, o acordavam no meio da noite aos desesperados gritos imaginários de Heejin. Simplesmente odiava se lembrar, mas não queria deixar que sua experiência fosse em vão.

O cansaço acumulado de agenciar seis trainees com agendas cheias e completamente diferentes tinha pesado sobre os ombros do Yoon. Não conseguia mas pregar os olhos, a ambição de debutar vários grupos e solistas era apenas uma ilusão que servia para manipular os jovens a fazerem o que se pedia. As horas de trabalho absurdas, inclusive contra as leis coreanas, eram motivos de mais descontentamento comentado, mas como o manager viria a perceber, haviam abusos piores que ninguém conseguia falar sobre.

Era tarde em dia de semana, como usual sabia que apenas um de seus trainees estaria no dormitório descansando, o único rapas dos seis que ele cuidava na época. As outras deveriam estar praticando sua dança, seu debut supostamente estaria mais próximo e elas tinham de se esforçar mais. O coração do Yoon se apertava ao vê-las subnutridas e fracas, com olheiras fundas e calos nos pés, corpos repletos de machucados que ele nunca conseguia respostas claras sobre sua origem. Estava prestes a leva-las de volta para o dormitório para que pudessem dormir duas horas antes de terem que voltar a rotina as quatro da manhã, quando percebeu que Heejin, a mais nova entre as cinco não estava la. Ela tinha apenas quatorze anos na época,  e contava para seu manager sobre sua vida anterior a Cherry Blossom com saudades e olhos brilhantes cheios de vida.

Segundo as outras ninguém sabia onde ela estaria, mas o Yoon sabia que tinha algo de errado, todas se entreolharam como se combinassem uma resposta. Sabia que tinha algo de errado, as garotas eram como irmãs, sempre compartilhavam tudo e nunca fariam descaso com sua maknae. Depois de deixa-las no dormitório, decidiu reportar com sua chefe o que acontecera, perguntar se alguém teria visto a mais nova ou se ela tinha avisado algo, mas se deparou com as luzes do andar desligadas, apenas um pequeno feixe iluminando o corredor com a luz que passava pela porta do escritório do CEO. De la gritos e gemidos horrendos soavam provindos de uma voz que ele reconheceria em qualquer lugar.  Não queria acreditar que o agressor era quem ele esperasse que fosse, simplesmente não queria que fosse real. Antes que percebesse tinha tirado seu celular do bolso e começado a gravar a cena, quem acreditaria na palavra de um único rapaz? Queria que aquilo acabasse logo, e de acordo com os gritos da menina, ela também. Ela lhe implorava que parasse, gritava o nome do CEO alto, pedindo que parasse de machuca-la. Ele parecia aumentar a força pois os choros dela ficavam mais incoerentes segundo após segundo, os barulhos cada vez mais altos. Um baque soou pelo recinto e a porta abriu lentamente. Jungwook se escondeu debaixo da mesa da secretária do dono da empresa para não ser descoberto e ao vê-lo passar enquanto fechava seu cinto seu corpo inteiro ficara tenso. Assim que o elevador saiu do andar e aquele homem não tinha mais como chegar a ele, correu a amparo da garota que ele supostamente tinha de cuidar.

Ela estava nua, coberta e gotas de sangue e esperma e hematomas vermelhos roxos e verdes estampando sua pele pálida. Jungwook não sabia o que fazer, sua reação imediata fora de tentar cobri-la mas nada do escritório servia para aquilo. Apenas ajoelhou a seu lado em desespero e tentou acalmar-se, erguendo a mão pra ela mas lembrando-se que toca-la poderia ter uma reação reversa da ideal. Ouviu a voz dela chama-lo pelo apelido que lhe dera alguns meses antes. Jung Oppa? Não queria que me visse assim. o agente bufou exasperado, quem era a criança daquela situação? Pegou celular para ligar para a ambulância ou a polícia mas a garota tomou o aparelho de suas mãos, Eu quero debutar, Oppa. Não estrague isso para mim.

Se pudesse, teria ligado para a polícia antes mesmo de pensar sobre as consequências, como suas ações teriam efeito na vida dos seis adolescentes que mais dependiam se si. Tentou conversar com os outros sobre isso mas fora ignorado, apenas conseguiu decidir por si que os meninos também sofreriam de algo similar, analisando pelos machucados de Seokho. Todas as vezes que tentava oferecer ajuda suas crianças o respondiam se forma que não tinha como argumentar, se ele fizesse algo, tudo que teriam sofrido até ali seria desperdiçado ao serem expulsos da Cherry Blossom, pois certamente seriam bloqueados das outras empresas. Entrou em uma discussão com sua superior sobre o assunto, queria revelar o que acontecia a poucos metros de distância de sua mesa. Acabou por perceber que o mundo é cruel, a senhora de quase cinquenta anos sabia de todo o esquema e ajudava o Yang a manter seu segredo privado. Levou um ultimato naquele dia, se dissesse qualquer coisa perderia seu emprego e algo ainda mais precioso. Desde então, teve receio em confiar em pessoas, principalmente dentre sua empresa, com o que sabia.


O Yoon terminou seu relato, voz trêmula mas ainda sim uma tentativa de ser firme em seu argumento. Pedira para não ter de ouvir o que gravará no ano anterior, simplesmente para preservar sua saúde mental. Tudo era tão recente, parecia que era ontem que a maknae daquele grupo tinha largado a empresa com um sorriso, anunciando que passara na faculdade com uma bolsa que poderia pagar. Talvez fosse tentar se iludir ao pensar que seria feliz para sempre, mas preferia acreditar.

Só não quero que isso aconteça mais uma vez, respirou fundo tentando aliviar a tensão. Tinha falado que tudo que pretendia. Sobre a humilhação, as horas de trabalho, as condições físicas dos trainees e o caso de Heejin, até mesmo de sua chantagem. Pensando nela novamente, sentiu medo novamente, será se tinha feito a coisa certa?



— i need your love before i fall,
I want to breathe, I hate this night; I want to wake up, I hate this dream; I’m trapped inside of myself and I’m dead; Don’t wanna be lonely, Just wanna be yours Why is it so dark where you’re not here; It’s dangerous how wrecked I am; Save me because I can’t get a grip on myself; Listen to my heartbeat It calls you whenever it wants to
save me.
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Re: [CUTSCENE] The case of Paekho

Mensagem por Boss em Dom 15 Abr 2018 - 19:32

Yang Han Seo
Após o último depoimento, a promotoria não viu mais motivos em aprisionarem os funcionários e seus trainees para mais uma cena de completa tortura mental ao os forçarem a lembrar sobre o rosto de Hanseo. depois da última coleta, telefonaram para o Ministério Público pedindo o envio de dois carros para a empresa onde carregaram contratos e documentos oficiais do local para investigações junto com as assinaturas e as gravações de apoio. No Sábado, foram divulgadas primeiras notícias e na televisão houvera reportagens que se tratavam sobre a decisão definitiva e o encontro de uma fita de gravação extraída de uma das rotas noturnas de Samseong-dong. Após isso, em comunhão, todos tomaram como bem acordo o fechamento definitivo a empresa.

A emissão da nota oficial foi feita através do site portal Dispatch contando as razões e as descobertas. Cherry Blossom enfim, teve todos seus bens congelados bem como interdição completa. O prédio assim seguintemente apareceu com manchar de pichações e vandalismo na parte da entrada e no estacionamento. Placas manifestando os rostos em apoio ao 4tw formaram uma linha de campa anti abusos sexuais bem como em defesa os trainees explorados, uma corrente de orações. Ainda assim, houveram pessoas que tentavam respeitar  a imagem de Hanseo ao tentarem colocar um quadro com a sua última foto retirada em aparição pública antes do turno d atarde chegar. Protestantes contrários as ações do ex-empresário, cortaram a impressão de seu rosto a corte de facas e assim no anoitecer, foram necessário uma equipe policial de Gangnam fazer vigília durante a madrugada. A cena se encerra desta forma, uma sombra disforme e utópica cinza. O som do funeral ressoando bem no fundo da imagem e as pessoas marchando contrárias a lápide de um senhor. o cheiro e pólvora, a intensidade do calor neblina tudo. Mas agora sabem que o inferno se fechou e tão cedo se depender, não retornará a criar problemas.
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Re: [CUTSCENE] The case of Paekho

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